Brasileiro está entre os mais otimistas com tecnologia, diz pesquisa da Logitech

Na pesquisa global Ctrl Tomorrow, da Logitech, 84% dos brasileiros dizem que a tecnologia cria novas oportunidades, e não novas pressões. É o maior índice entre os nove países pesquisados, empatado com a Índia, contra uma média global de 74%.

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Vinicius Braga

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Vinicius Braga trabalha há mais de 20 anos com conteúdo digital. Sempre foi um entusiasta da tecnologia e sempre acreditou que inovação não é só sobre máquinas ou códigos, mas sobre pessoas. No Xataka Brasil, usa suas experiências com mídia digital, dados e inteligência artificial para aproximar o público das grandes transformações do mundo tech e mostrar como o futuro já está acontecendo e pode ser acessado por todos.

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O brasileiro aparece entre os mais otimistas com tecnologia na pesquisa Ctrl Tomorrow, que a Logitech divulgou em 6 de outubro. Segundo o estudo, 84% dos entrevistados no Brasil acham que a tecnologia traz mais oportunidades do que pressão, o mesmo índice da Índia e dez pontos acima da média global. Na França, o país mais pessimista da lista, o número cai para 60%.

O que a pesquisa Ctrl Tomorrow mediu?

A ideia central do estudo é medir quanto as pessoas sentem que controlam a tecnologia que usam, e o que isso muda no humor e no dia a dia. Para isso, a Logitech criou um índice próprio, o Ctrl Score, que leva em conta três coisas: se a pessoa escolhe e configura com cuidado os aparelhos e ferramentas que usa, quanto ela se sente confiante para usar e testar coisas novas, e se ela vê a tecnologia como algo que ajuda ou que atrapalha.

Pelo índice, só cerca de 30% das pessoas dizem ter um alto grau de autonomia sobre a própria tecnologia, e só 10% se encaixam no nível mais alto, de quem está realmente no comando. A Logitech projeta que os outros 70% equivalem a cerca de 4,2 bilhões de pessoas no mundo, uma conta da própria empresa.

Como o Brasil aparece no estudo?

Além dos 84% que veem mais oportunidade do que pressão, 78% dos brasileiros concordam que a tecnologia ajuda a desenvolver o próprio potencial, ou seja, a capacidade de realizar tarefas, criar, crescer e se conectar com outras pessoas. Só a China fica à frente, com 80%. A média global nessa pergunta é de 61%, e os países ricos ficam bem abaixo: 56% na Alemanha, 55% nos EUA e 45% na França.

O otimismo com inteligência artificial segue o mesmo desenho. Na Índia, 41% se dizem animados com a ideia de a IA ampliar o que conseguem fazer. Nos EUA são 16%, no Reino Unido 15% e na Austrália 13%. A Logitech atribui a diferença à maturidade de cada mercado, que, segundo o estudo, ajuda a explicar como as pessoas encaram a tecnologia.

O que acontece quando a tecnologia falha?

A pesquisa também perguntou sobre o lado ruim. Segundo o estudo, 64% das pessoas dizem sentir frustração, ansiedade ou raiva com a tecnologia, e 46% relatam se sentir impotentes, constrangidas, esgotadas ou ficando para trás quando ela falha. Cerca de 3 em cada 5 dizem que esses problemas afetam o humor depois do expediente.

Do outro lado, 77% concordam que quem se sente mais no controle da tecnologia aproveita mais a vida, e 52% dizem que esse controle já os ajudou a fazer algo que não achavam possível. Entre os gamers, 81% dizem que jogar aumenta a confiança na vida real e reduz a ansiedade.

O levantamento foi feito pela agência Burson entre maio e junho de 2026, com mais de 9 mil pessoas em nove países (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Suíça, Austrália, Índia, China e Brasil), mais uma amostra extra de gamers e uma pesquisa separada com 1.350 profissionais que decidem compras de TI em empresas. A margem de erro é de 1,1 ponto percentual para a população geral.

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